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Vitamina D: como manter sua taxa dentro da ideal com alimentação e sol

Vitamina D: como manter sua taxa dentro da ideal com alimentação e sol

Saiba por que a Vitamina D é fundamental para o seu organismo e de que forma ela ajuda no tratamento do câncer de pele.

Você pode gostar ou não de pegar sol e de consumir determinados alimentos ricos em vitamina D, mas o fato é que a vitamina D é fundamental para manter a saúde em dia. Afinal, é ela que nos permite manter o equilíbrio osteomuscular. Mas os benefícios vão além da saúde dos nossos ossos e músculos.

Em tempos de Dezembro Laranja, por exemplo, mês de combate ao câncer de pele, pesquisas apontam que a vitamina D podem ser coadjuvante no tratamento deste tipo de câncer. “A vitamina D não impede o câncer de pele. O que alguns estudos indicam é que os suplementos de vitamina D podem reduzir o estágio ou a espessura de um câncer de pele quando se desenvolve pela primeira vez, melhorando as taxas de sobrevivência dos pacientes que recebem terapia para o melanoma”, esclarece a médica endocrinologista Juliana Garcia, que é especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e membro ativo da Endocrine Society.

Riscos e sintomas da falta de vitamina D

Juliana revela que, diferente da maior parte das vitaminas, que podem ser obtidas diretamente por meio da alimentação, a vitamina D precisa ser sintetizada pelo organismo. Por isso, é possível considerar que a vitamina D atua como um pré-hormônio no corpo. “A vitamina D é sintetizada, ou seja, ativada pelo organismo humano a partir dos alimentos ingeridos, atuando em diversos receptores do corpo, sendo por isso, classificada na categoria ‘hormônios’”, explica.

A especialista acrescenta que, para fabricar vitamina D, o corpo precisa estar em condições ideais de funcionamento do fígado, intestino e dos rins. A produção de vitamina D vem de duas fontes principais: da alimentação e da exposição ao sol, sendo esta última fundamental para ativar a vitamina no organismo. “A principal fonte de vitamina D na alimentação vem do ergocalciferol presente nos cogumelos, como por exemplo, os grandes, conhecidos como Portobello, e das fontes de colecalciferol que são peixes de águas frias, como atum e salmão. Fígado bovino e óleo de fígado de bacalhau também entram na lista, associados, sempre, à exposição solar”, enfatiza.

Juliana Garcia salienta ainda que, em geral, os sintomas da deficiência de vitamina D não são específicos. “Falta de disposição, cansaço, dor articular e baixa imunidade podem estar relacionados a outros desequilíbrios, não apenas a hipovitaminose de vitamina D. Por isso, o paciente deve ser avaliado pelo endocrinologista individualmente assim que identificar algum desses sintomas”, orienta.

Quando o organismo manifesta deficiência de vitamina D, ele pode apresentar riscos à saúde com relação à osteoporose, ao câncer de mama, de próstata e de intestino, além de doenças reumatológicas e diabetes. Pode interferir, ainda, na força muscular e na imunidade do indivíduo, reforça a especialista.

Como manter sua taxa dentro da ideal com alimentação e sol

Para aumentar os níveis de vitamina D pelo sol, o ideal seria não utilizar filtro solar durante a exposição ao sol, mas atualmente essa recomendação é inviável, devido aos prejuízos dos raios UV à pele. “Neste caso, a sugestão é sempre proteger o rosto com filtro solar, deixar braços e pernas um curto tempo sem filtro e, assim que completar o tempo recomendado, aplicar imediatamente o filtro e reaplicá-lo caso se mantenha no sol”, aconselha a endocrinologista.

Para crianças e bebês a partir de uma semana de vida, o ideal é que a exposição ao sol ocorra diariamente durante 5 a 10 minutos, sempre antes das 10h ou após às 16h (17h no horário de verão), horários de menor intensidade solar. Já os adultos e idosos podem e devem aumentar o tempo de exposição ao sol para 20 a 30 minutos, pelo menos três vezes na semana, sendo neste caso indicado o horário entre às 10h e 15h. Esse horário é importante para a fabricação de vitamina D, mas Juliana reforça a necessidade de uso de chapéu e protetor solar para evitar outros riscos da exposição solar mais intensa.

Para aqueles que moram em cidades em que não há muita incidência do sol, o cuidado com a alimentação é essencial para manter a taxa de vitamina D dentro da ideal. “Nesses casos, manter a taxa de vitamina D dentro da ideal deve ser feito por meio da alimentação, levando em consideração a necessidade diária de 400 a 2000ui/dia. Exemplos: 1 colher sopa de fígado de bacalhau (924ui); 100g Salmão Grelhado (284ui); 100g Atum em lata (144ui); 100g Sardinha em Lata (184ui); 100g Cavala grelhada (352ui) e 1 ovo de galinha (3ui)”, recomenda a endocrinologista.

Mas, apesar da vitamina D ser importante, o excesso também é prejudicial à saúde. De acordo com a especialista, as Sociedades de Endocrinologia do Brasil e dos Estados Unidos não recomendam doses acima de 60-80ng/ml por não haver evidência real de benefício e necessidade de expor o paciente a risco de intoxicação. “Não há benefício extra em fazer dose intramuscular. A dose oral, seja ela diária ou semanal, é capaz de adequar os valores de vitamina D. No entanto, é fundamental manter o acompanhamento médico para saber se existe a necessidade de suplementar e, em caso afirmativo, qual é a dose indicada”, finaliza a especialista.

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