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Macronutrientes: o que são e como inseri-los em sua rotina alimentar

Encontrados em alimentos do cotidiano, os macronutrientes são vitais para o bom funcionamento do organismo. Conheça quais alimentos incluir em seu dia a dia para evitar cansaço, fraqueza muscular, alterações de pressão e muitos outros desconfortos

“O ser humano não precisa repor nenhum tipo de macronutriente, desde que se alimente adequadamente”. A observação é da endocrinologista Salma Ali El Chab Parolin, professora de endocrinologia da PUC-PR e mestre em clínica médica pela UFPR. Consumimos Macronutrientes diariamente ao ingerirmos carboidratos (como mel, pães, milho, arroz e massas), proteínas (carnes, frutos do mar e algumas proteínas vegetais como feijão, soja, lentilha, cogumelos, grão de bico, amendoim, nozes, castanhas e outras oleaginosas) e gorduras (óleos e gorduras animais e vegetais).

“Considerando as necessidades individuais, temos aproximadamente de 45% a 60% de carboidratos, 20g de fibras, 30% de gorduras e de 15% a 20% de proteínas em uma rotina alimentar diária”, esclarece Salma.

A endocrinologista reforça que basta uma ingestão alimentar equilibrada para que o organismo não sinta necessidade de repor esses macronutrientes. Por outro lado, uma dieta limitada pode prejudicar a saúde do organismo.

“Todos os macronutrientes têm sua função. Por isso, a escassez deles gera consequências. O carboidrato, por exemplo, é responsável por dar energia. A proteína pela formação muscular e as gorduras elevam o nível de colesterol que atua, de forma benigna, na formação de cortisol e hormônios sexuais – androgênios”, explica a especialista.

Produzido e secretado pelas glândulas suprarrenais, o cortisol é um hormônio que ajuda a regular o sistema imunológico e na resposta ao estresse. Ele também influencia os níveis de glicose no sangue, protegendo de episódios de hipoglicemia.

Seja responsável pela sua rotina alimentar

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Cansaço constante, desânimo para realizar atividades diárias, fraqueza muscular, sonolência, alterações de pressão… segundo Salma Parolin, esses são alguns dos principais sintomas para diagnosticar uma carência de macronutrientes.

Uma boa dica para manter os macronutrientes e a saúde em dia é ser mais responsável pela alimentação diária. “Considero que cada pessoa pode propor o que for mais prático para seu dia a dia. Adotar marmitas caseiras é uma ótima opção, porque se não há como aquecer, a pessoa pode optar por saladas, carnes que podem ser ingeridas frias ou carboidratos que podem ser acrescidos às saladas”, conta a endocrinologista.

Outra sugestão para ter uma alimentação equilibrada é intercalar pequenos lanches entre as principais refeições do dia. “Basta adotar uma disciplina para que o lanche entre no cotidiano. Um iogurte, uma fruta, uma barra de cereal ou três castanhas, por exemplo, são alimentos que comemos em minutos. Não há perda de tempo, muito pelo contrário, há ganho na saúde”, explica Salma.

Cuidado com as dietas restritivas

A endocrinologista afirma que antes de estabelecer dietas com quantidades reduzidas de carboidratos, por exemplo, é necessário ajustar as quantidades dos alimentos conforme o gasto energético, para não prejudicar à saúde. E faz um alerta: pacientes com insuficiência renal crônica devem evitar o consumo excessivo de proteínas, assim como os diabéticos precisam evitar o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico, gorduras saturadas e gorduras trans.

A especialista enfatiza que antes de optar por qualquer tipo de dieta é importante consultar um médico endocrinologista. “Dessa forma, cada um saberá exatamente que tipo de alimentos são mais adequados à condição de cada pessoa”.

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