Castanhas de caju e do Brasil: por que incluir em sua alimentação?

Castanhas de caju e do Brasil: por que incluir em sua alimentação?

Veja os benefícios da castanha do caju e da castanha do Brasil para saúde, produtividade e bem-estar

As castanhas são uma opção deliciosa de lanche ou aperitivos e ainda são saudáveis. Aqui no Brasil, temos uma boa gama de oleaginosas, sendo que as castanhas de caju e do Brasil são algumas das mais consumidas. Confira os benefícios oferecidos por estes alimentos e veja dicas para consumi-los no dia a dia.

Qual é a origem das castanhas de caju e do Brasil?

Como o próprio nome já diz, a castanha de caju é originada do Caju, um fruto que pode ser aproveitado de forma integral, segundo o nutricionista Rodrigo Stocco. O nutricionista Guilherme Barros, do Espaço Volpi, explica que a castanha de caju foi primeiro utilizada pelos portugueses no século XVI como produto para conservação e arborização do solo. “Já no século XX começou a ser comercializada na Índia e somente na década de 1970 pelos brasileiros”, esclarece.

De acordo com Edith Zulato, nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN-9), a origem da castanha de caju está nas regiões Norte e Nordeste. “Porém, hoje, o maior produtor desta castanha é a Índia”, pontua.

Já a castanha do Brasil também recebe os nomes de castanha do Pará, castanha da Amazônia, castanha do Acre, noz amazônica, castanha boliviana, tururi e tocari. “Ela é a semente da uma árvore típica em florestas virgens como a Floresta Amazônica, chamada Bertholletia excelsa, ou Castanheiro-do-Pará”, afirma Stocco. Segundo Barros, sua origem é relatada desde a chegada dos europeus na América do Sul.

Castanhas de caju e do Brasil: por que incluir em sua alimentação?

Benefícios para a saúde

Por que as castanhas de caju e do Brasil devem fazer parte da sua alimentação? Os motivos são muitos. De acordo com Edith, por possuírem quantidade substancial de gorduras boas, antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais ao organismo humano, essas castanhas são consideradas superalimentos. “Elas auxiliam na proteção do cérebro, da próstata, do tecido muscular e ósseo. Ajudam na prevenção de doenças como Alzheimer, hipertensão, diabetes e obesidade”, defende.

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Os benefícios das castanhas estão associados a quantidade de vitaminas, minerais, fitoquímicos e substâncias benéficas que são encontradas dentro desses alimentos, segundo Stocco. “O zinco, por exemplo, pode ajudar na prevenção de anemias. O selênio é um dos minerais mais importantes para auxiliar a ‘detoxificação’ do organismo, diminuindo a quantidade de radicais livres presentes no nosso corpo. O magnésio e a vitamina E também são potentes antioxidantes que auxiliam no bom funcionamento celular. Além disso, por serem fontes de fibras e gorduras boas, essas castanhas auxiliam na melhora do perfil lipídico do organismo, regulando a relação LDL e HDL. Elas também auxiliam no funcionamento intestinal e, por consequência, no tratamento de doenças neurológicas como depressão, ansiedade e estresse elevado”, justifica.

Barros também cita que o selênio tem participações em outras rotas metabólicas, como na formação dos hormônios da tireoide (T3 e T4). As castanhas também apresentam benefícios cardiovasculares, por serem ricas em lipídios monoinsaturados. Já a castanha de caju pode ajudar a prevenir doenças oculares, pois ela possui zeaxantina, antioxidante absorvido pela córnea. “Ela tem um papel protetor contra os raios ultravioletas e retarda a degeneração macular ocasionada com a idade”, esclarece.

Castanhas de caju e do Brasil: por que incluir em sua alimentação?

Castanhas x produtividade

Quer se sentir mais bem-disposto para encarar as tarefas do dia a dia? Um dos grandes benefícios das castanhas de caju e do Brasil diz respeito à produtividade e bem-estar. “Principalmente a castanha de caju, que contém uma boa quantidade de arginina, um aminoácido que auxilia no desempenho durante a atividade física e ajuda na recuperação pós-exercício. Indiretamente, o consumo dessas castanhas pode favorecer um bem-estar maior, uma vez que ajuda na regulação do intestino. Isso irá proporcionar uma maior liberação de serotonina, o hormônio da felicidade e bem-estar”, menciona Stocco.

Estes alimentos também possuem efeitos positivos na proteção contra o estresse do dia a dia, poluição e noites mal dormidas. “Estas situações podem aumentar o estresse oxidativo do cérebro, que irá piorar a comunicação dos neurônios (sinapse), memorização e agilidade de resposta. E como elas atuam auxiliando o sistema antioxidante do organismo, acabam defendendo o cérebro desses radicais livres e do estresse oxidativo”, comenta Barros.

Castanhas de caju e do Brasil: por que incluir em sua alimentação?

Melhor forma de consumir castanhas de caju e castanhas do Brasil

Há várias formas de incluir estas oleaginosas em sua rotina alimentar. “Íntegras (inteiras), em óleos, lascas, etc. Toda forma é bem-vinda. Porém, quando descascadas, principalmente a castanha do Brasil pode oxidar muito rápido devido à grande quantidade de vitamina E, que oxida com a luz. Uma dica é sempre comprar dentro da casca ou verificar se estão branquinhas, sem manchas escurecidas”, alerta Edith.

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Stocco acredita que a forma ideal para consumo é in natura, ou seja, de forma natural, sem adição de açúcares, sal e sem submeter a altas temperaturas. “Por conter um sabor versátil, podem ser adicionadas tanto em lanches da tarde, junto de alguma fruta ou iogurte, como também em saladas e algumas preparações de peixes. O ideal é consumir um mix dessas castanhas, para garantir uma boa ingestão de todas as substâncias contidas em cada uma delas”, recomenda.

Já Barros indica ainda a adição de castanhas a alimentos como arroz, bolos, pães e saladas. “Também serve como uma boa opção para ser utilizada em pequenos lanches, já que promovem boa saciedade e são de baixo índice glicêmico”, sugere.

Quanto consumir diariamente?

Quer incluir mais castanhas na sua alimentação? Edith afirma que a quantidade ideal é variável de pessoa para pessoa, visando sempre a individualidade bioquímica. “O nutricionista faz esta avaliação”, pontua. No entanto, Edith e Stocco alertam que duas unidades de castanha do Brasil já é mais que suficiente para ingestão, uma vez que apenas nessa pequena quantidade já batemos o nível de consumo de selênio diário, que é de 55 mcg aproximadamente.

Barros complementa e aponta que o consumo de castanha de caju pode variar com as necessidades do indivíduo, podendo ir de 10 a 30g por dia.

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